Decorar + harmonia = Bem Estar

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Mudar alguns hábitos está ao alcance de todos.


 
 Para isso, são necessários dois ingredientes importantes: escolher uma mudança que seja coerente com sua escala de valores e treinar até que se torne um hábito. 
Pouco além disso.
 
Nada é “obrigatoriamente” para sempre, sequer o que se escolheu como hobby, profissão ou local de residência. A ideia de que podemos ser quem desejamos, praticar novos esportes, aprender outras culturas, experimentar todas as gastronomias, ter outros círculos de amigos… 
transforma uma vida parada em outra, rica em oportunidades e variedade.

O cérebro é plástico. 
 As pessoas evoluem,  desejamos mudar, crescer interiormente, e estamos capacitados para isso.
 Ficaram para trás as teorias sobre a morte dos neurônios e os processos cognitivos degenerativos. 
Hoje sabemos que os neurônios geram novas conexões que permitem aprender até o dia em que morremos.

A plasticidade cerebral demonstrou que o cérebro é uma esponja, moldável, e que continuamente vamos reconfigurando nosso mapa cerebral. 

Foi o que disse William James, um dos pais da psicologia, em 1890, e todos os neuropsicólogos hoje em dia confirmam as mesmas teorias.
O próprio interesse por querer mudar de hábitos, a atitude e a motivação, assim como sair da zona de conforto, convidam o cérebro a uma reorganização constante. 
Esse processo está presente nas pessoas desde o nascimento até a morte.
Nesta sociedade impaciente, baseada na cultura do “quero tudo já e sem esforço”, mudar de hábitos se tornou um suplício. Não porque seja difícil, mas porque não abrimos espaço suficiente para que se torne um hábito. 

Não lhe passou pela cabeça alguma vez que, ao começar uma dieta, as primeiras semanas são mais difíceis de do que quando já está praticando há algum tempo? 
É resultado desse processo. 
No início seu cérebro lembra o que já está automatizado, o hábito de beliscar, comer doce ou não praticar exercício, até que se “educa” e acaba adquirindo as novas regras e formas de se comportar em relação à comida.

 

Todo homem pode ser, se assim se propuser, escultor de seu próprio cérebro” Santiago Ramón y Cajal

 FONTE: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/07/01/eps/1435765575_333302.html


Enfim  tanto faz se forem 21 ou 66!  
O interessante é que somos capazes de aprender, treinar e modificar o que desejarmos. 
O número de dias é relativo
Depende de fatores como insistência, perseverança, habilidades, das variáveis psicológicas da personalidade e do interesse. 
A mudança está em torno de dois meses e pouco. 
O que são dois meses no ciclo de nossa vida? 
Nada. Esse tempo é necessário para sermos capazes de fazer a mudança que desejamos. 
 E isso nos torna livres e poderosos.
 

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